O cinema novo o colocou na cruz,mas não pode-se negar que O Pagador de Promessas é um ótimo filme.

E Anselmo Duarte morreu sendo o unico cineasta brasileiro com a Palma de Ouro.

Para mim ter ganho Cannes nos anos 60 qualifica mais do que ganhar Berlim ( Tropa de Elite) ou Oscar ( Cidade de Deus por montagem).

 

Fernanda Young na Playboy?Medo,panico,pavor!

Não que Mulher Melancia com toda sua banha e estrias seja melhor.

Mas a escritora tem o sex appeal de uma porta,nem toda mega produção feitichista ajudou ( quer ver as fotos,basta dar um google)

E foi coisa de mulherzinha. Rola todo um ressentimento com as ex- BBBs. Gente, ex-BBBs é isto aí, só peito,e bunda, serve pra sair nas revistas masculinas, agora ela pelo menos finge que é intelectual,não precisava. É a feia querendo ser gostosona. Se iguala assim no mesmo nível desta gente que ela detesta.

E falando nisso, por que homem gosta de Playboy? Não entendo, tudo escancarado. So boring.

 

Da coluna debates da Folha Hoje :

Universidade ameaçada

ÉLCIO ABDALLA, LUÍS RAUL WEBER ABRAMO e JOÃO CARLOS ALVES BARATA


Que modelo se deseja ter na USP? Uma escolinha de 3º grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política?

A UNIVERSIDADE de São Paulo está sob ataque. Seu futuro como universidade de pesquisa e instituição acadêmica de ponta está ameaçado.
De um lado, claques de burocratas encastelados nos órgãos de poder universitário empurram uma agenda mediocrizante, que estrangula os esforços daqueles que sustentam a "marca USP". De outro, alguns sindicatos e movimentos estudantis empenham-se em transformar a USP em um "escolão para as massas", no qual o mérito acadêmico seria decapitado.
É nesse contexto que a sociedade concedeu algum interesse aos rituais uspianos de alternância de poder que culminam, dia 10 de novembro, com o segundo turno da eleição para reitor.
Mas, afinal, que modelo a sociedade paulista deseja ter na USP? Uma escolinha de terceiro grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política? Mais uma sonolenta repartição pública?
Entendemos que uma universidade de ponta, capaz de produzir soluções para os desafios científicos, tecnológicos e sociais do futuro e de multiplicar essas soluções por meio dos alunos egressos de seus cursos, é aquilo que se espera da USP.
Uma tal instituição só se constrói atraindo o que há de melhor na inteligência brasileira e formando os profissionais que liderarão a sociedade do futuro.
Foi assim que os países desenvolvidos chegaram ao sucesso social, econômico, científico e cultural. E só assim se justifica, para o contribuinte paulista, as cifras bilionárias que sustentam a USP.
Então é preciso questionar: estamos caminhando em direção a esse ideal de universidade? A resposta é que, ultimamente, não.
Nas universidades de classe mundial, compreende-se que uma instituição de ensino e pesquisa nunca será melhor do que os melhores pesquisadores que nela trabalham.
Essas instituições fazem o possível para atrair e estimular esses pesquisadores, além de oferecer aos alunos a possibilidade de conviver e aprender com esses indivíduos desde o ingresso na universidade.
Os reitores dessas universidades são escolhidos por meio de rigorosos processos de seleção (que nada têm em comum com as eleições), nos quais a liderança acadêmica e a penetração na sociedade são pré-requisitos indispensáveis.
Já na USP, nos últimos anos, o trabalho dos melhores docentes tem se desenvolvido à revelia e apesar das sucessivas administrações.
A lógica da administração acadêmica foi invertida, com burocratas cada vez mais aboletados nos órgãos centrais em busca de poder, benesses típicas do serviço público e, agora, até mesmo para aventuras políticas.
Por outro lado, na USP, o processo de escolha dos reitores é uma pseudoeleição, em que promessas de bastidores e acordos de poder definem o resultado do pleito.
É preciso inverter esse jogo ruinoso. Os pesquisadores da USP, apoiados pela sociedade que a financia, precisam corrigir os rumos de uma instituição que está à deriva e imprimir-lhe o perfil que dela se exige.
Em primeiro lugar, é preciso acabar com esse processo bizantino de eleição para reitor, que terminou por deformar todas as estruturas administrativas e acadêmicas.
O delírio da tal "democracia universitária", muito popular entre grupelhos na vanguarda do atraso (dentro e fora da universidade), não funciona em lugar nenhum do mundo e deve ser rechaçado como a apropriação indébita de um bem público pelos seus usufrutuários.
Nas melhores universidades, públicas ou não, essa escolha é feita por um comitê de busca composto em sua maioria por membros externos à universidade, tipicamente expoentes das áreas acadêmicas e da sociedade civil, além de representantes dos financiadores daquelas instituições.
Também é preciso instituir mecanismos reais de controle de qualidade e produção dos docentes. Nenhuma universidade de primeira linha resiste a décadas de emprego vitalício garantido a qualquer um que passe num concurso público de ingresso.
A depuração, mesmo de uma parcela ínfima, dos docentes mais acomodados e ausentes, mais do que um aviso àqueles que flertam com o ócio improdutivo, seria um sinal positivo poderoso aos pesquisadores que de fato produzem.
A USP tem que iniciar imediatamente um processo de reforma e modernização, no qual prevaleçam os interesses da pesquisa e do ensino de qualidade. A alternativa é o inexorável sucateamento de um patrimônio público acumulado ao longo de décadas e o empobrecimento científico e cultural de nossa sociedade.


ÉLCIO ABDALLA , 56, é professor titular do Instituto de Física da USP.
LUÍS RAUL WEBER ABRAMO , 40, é professor associado do Instituto de Física da USP.
JOÃO CARLOS ALVES BARATA , 48, é professor titular do Instituto de Física da USP.

Ainda pensei, puxa será que eles não estão forçando a barra de mais?

Aí na mesma Folha no caderno Cotidiano :

Cotada para disputar um cargo de deputada nas eleições do ano que vem, a reitora da USP, Suely Vilela, está fazendo nesta semana uma maratona de inaugurações em campi da universidade -alguns locais possuem só a parede, sem móveis e equipamentos.
No mês passado, Suely se filiou ao PSB. O partido conta com a reitora para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo ou na Câmara dos Deputados.
A reitora encerra sua gestão no próximo dia 25. A "maratona de inaugurações", como classificou a assessoria da USP, começou na terça-feira em Ribeirão Preto, onde ela se projetou.
Na quarta-feira, Vilela inaugurou o novo restaurante do campus, que deverá quase dobrar o número de 3.500 refeições servidas por período.
Na inauguração, o prédio estava vazio. O local deverá funcionar em fevereiro.
A reitora disse que as inaugurações das obras foram programadas para se encaixar nos últimos dias de sua gestão. "Primeiro, porque agora só é a questão de procedimentos administrativos no caso dos equipamentos [do restaurante], e porque estou finalizando minha gestão no dia 25."
Na sequência, nova placa foi descerrada para inaugurar blocos da Vila Estudantil. No conjunto de apartamentos, também não há móveis. Ela lançou ainda pedras fundamentais da construção de dois prédios.
O prédio que começou a funcionar efetivamente após a inauguração foi o laboratório pedagógico.
A reitora negou que já tenha decidido se disputará cargo nas eleições de 2010. Disse, porém, não descartar a ideia. "Hoje eu sou reitora.
Tenho sido assediada pelo partido para sair candidata a deputada estadual, mas só vou me posicionar depois de deixar a reitoria".
O convite para a adesão ao partido foi feito há um ano e meio pelo deputado federal Aurélio Ubiali (PSB).
"Ela pediu que, enquanto ela estivesse reitora, que a gente tivesse uma postura mais comedida. Mas ela termina agora o mandato e a partir daí vai se dedicar inteiramente à política", disse.

Huuummm, não!

região de fronteira.

 

Marc Bloch o está esperando com chá e biscoitos para um papo. Ia ser delicioso  poder ouvir uma conversa entre os dois. Lilia Schwartz concordaria comigo com certeza!

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